Sep232008
HTML5 e o outro lado da moeda
Para você que leu meu último post sobre HTML5 e encarou com estranheza a idéia de que só em 2022 ele estará definitivamente “pronto para uso”, alguns pontos importantes precisam ser esclarecidos. Saiba quais são eles.
1. Compatibilidade dos browsers
A expectativa é de que em 2009 (data programada para um novo rascunho) o HTML5 já esteja suportado na maioria dos browsers modernos, mas não por completo.
Assim como a guerra dos browsers propõe, cada browser deve se basear primeiramente naquilo que lhe convém. Dentro deste tema, será interessante ver a abordagem das tags <audio> e <video> que certamente implicarão em interesses pessoais de Microsoft (Media Player) e Apple (QuickTime).
2. Implementação incompleta
Veja uma pequena lista de implementações catalogada pelo pessoal do whatwg, cujo trabalho é voltado exatamente no HTML5.
Veja outra lista no wikipedia. O Opera Browser (Presto Engine), como já é de se esperar, tem o melhor suporte até então.
3. Cultura
Passamos um bom tempo até chegarmos numa web satisfatória (mesmo que numa percentagem pequena ainda). Poucos anos atrás, não existia a preocupação nos desenvolvedores em manter a marcação de seus sites organizada, que dirá pensar em standards: era perda de tempo demais!
Agora, nos deparamos com uma nova realidade, já que até quem trabalha com XHTML 1.x poderá se converter para o HTML5. Mas, será que os desenvolvedores querem mesmo isso? Esse ponto é importantíssimo para aqueles que correlacionam padrões web apenas com XHTML. Ledo engano.
John Resig, aquele do Jquery, escreveu no início do ano sobre uma forma prática de implementar sempre o mais recente DOCTYPE nas marcações. Essa técnica será válida para o HTML5. Assim, os desenvolvedores poderiam continuar com seu HTML4 e ir adicionando funcionalidades ao longo do tempo — de acordo com a compatibilidade dos browsers — dentro da marcação HTML5. Como o DOCTYPE não define a versão da marcação, ele sempre procurará corresponder à mais recente encontrada.
O código é simples:
<!DOCTYPE html>
Essa seria uma forma interessante de comerçarmos a nos acostumar com o HTML5.
Conclusão
Apesar de existir um longo caminho até o HTML5 substituir completamente o HTML4, estamos próximos de conseguirmos utilizá-lo aos poucos, já com certa compatibilidade de recursos nos browsers. De qualquer forma, penso que a “cultura” que trato neste artigo está diretamente ligada à previsão de 2022 tratada no artigo anterior, visto que certamente haverá um bom tempo até que alguma parte dos desenvolvedores/webdesigners se conscientizem da nova realidade. Vale lembrar que tínhamos bom suporte à HTML standard há muitos anos (mais de uma década) e só agora, desde poucos anos atrás, nos tocamos disso. :P



Jackson - 26/01/09 às 12:58 pm
Muito bom conteúdo Ramom. Essa de sair somente em 2022 realmente eu não sabia.
Espero que até lá ja tenhamos muitos profissionais atentos aos padrões, senão, vai ficar uma zona de versões do HTML…hehehe.
Grande abraço e parabéns, inclusive pelo Ortografo.